29 Outubro, 2009
24 Maio, 2009
A Casa das Coelhinhas (The House Bunny) - Bom.

"Segurando as Pontas" - Nada seguro.
Seth Rogen hoje é uma das personalidades mais famosas de Hollywood e produtor e ator de boas comédias de sucesso. Depois do imenso sucesso SEM NEXO de "Ligeiramente Grávidos", filminho bonitinho, de bilheteria imensa, ao qual americanos poderiam parir se não conseguissem ir ao cinema (sem estrondo no Brasil, com razão), surge este "Segurando as Pontas", modestamente intitulado do nome da maconha Pineapple Express, direto em vídeo. Ao lermos a sinopse, a vontade de assistí-lo é imensa, ainda mais contanto com grandes atores, incluindo o vilão de "Homem-Aranha", James Franco. 18 Maio, 2009
Nick & Norah: Um Noite de Amor e Música - Crítica.

É óbvio que cada época da vida tem sua peculiaridade. Como um dia-a-dia qualquer, cada fase, desde seu início, preenche nossos olhos (e nossa alma) com situações variadas, obstáculos interessantes e com sentimentos duradouros, levando-nos à maturidade, deixando-nos prontos para a ‘guerra (m)oral’. Bem-vindos à experiência humana inovadora.
Entretanto, não há fase melhor para o conhecimento e entendimento do Universo do que a observada na juventude. Desde a pré-juventude, a partir dos 12 anos, o ser humano já é capaz de diferenciar o certo do errado e a julgar sabiamente as questões sociais e os problemas relativos ao planeta. E esta descoberta inusitada pelo viver se junta à alegria da descoberta sentimental, fazendo com que os hormônios recém-nascidos se multipliquem ferozmente, criando assim, um campo energético incontrolável em cada ser, cessado somente com a união e a aventura compartilhada com a mesma raça.
Nick & Norah exibe muito bem esta questão juvenil, da forma mais divertida possível, pois não é necessário contar uma história complexa para mostrar toda a brasa e a alegria do aprendizado presenciada nesta etapa. Como relatada no subtítulo gentilmente criado pelo Brasil, o filme todo é exibido em uma única noite, ao som de belas canções e grande animação. Nick (o simpático e cômico Michael Cera, de “Juno”), ainda não se recuperou do término do seu namoro e não cansa de enviar CDs de desculpas para Tris, garota antipática que só via interesse e o traía sem piedade. Norah, que provém de uma amizade forçada com esta garota, é fã das músicas de Nick, apesar de não conhecê-lo. Numa noite, ao som da banda dos amigos gays de Nick, Norah, para driblar o fato de estar sempre sem companhia nas festas, acaba por beijá-lo, fingindo ser sua namorada por alguns instantes. O problema é que Norah não imaginava que o próprio Nick seria dono dos CDs que ela admira e ex de Tris. Tris, por sua vez, não agüenta o ciúme e tenta reconquistá-lo à força, só para mostrar seu poder de sedução. Confuso com a história? Junte a tudo isso uma amiga bêbada de Norah, pra lá de engraçada, a busca incessante da banda mais badalada do momento, “Where´s Fluffy?”, e algumas brigas, namoros e diversão pra mais de metro.
Comparado friamente ao seriado “Dawson´s Creek” (sem discursos ideológicos, sem problemas demais e com mais química entre os atores), “Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música” prova aos mais velhos aquela sensação de “já vivi isso antes”, proporcionando prazer e nostalgia para muitos, e momentos inesquecíveis para outros. Assim como a overdose profunda de acontecimentos da juventude, o filme faz jus a este período, de forma humilde, divertida e duradoura. E sua trilha sonora só faz reanimar todo ser que assistí-lo, inclusive adultos e idosos. Afinal, reviver esta memorável fase é como reativar todos os nossos mais desejáveis sentimentos, perdidos ao longo de tanta preocupação e da destruição cotidiana do ser humano.
07 Maio, 2009
Apenas Uma Vez (Once) - Crítica

O Mercado de trabalho é gigantesco, pessoas e mais pessoas crescem, a mídia infesta a mente dessas mesmas pessoas com frases impactantes, fazendo-as darem o melhor de si e exigindo que elas alcancem o sucesso, o reconhecimento popular, nacional e mundial. Se não nos adequarmos, seremos demitidos desta gigante indústria humanóide. Honre seu nome, seu histórico familiar, dê o sangue por seus pais, seja o orgulho da casa, ultrapasse seus limites, ultrapasse seus inimigos, faça o que for para chegar ao topo, humilhe, manipule, minta, ejacule seus ideais, num gozo alucinante de prazer e ódio, criando novas formas de aliança. Não tenha dó, o que a sociedade quer é que você olhe no espelho e pense: "Eu tenho o Reino dos Céus sobre minhas mãos". Lute, humilhe e siga lutando. E depois que estiver pronto, padeça.
O leitor talvez questione tais atitudes citadas acima, mas... Não é isso que você está vivendo ou presenciando em seu cotidiano? E aqueles que não fazem parte deste mundo, o que fazem? Aliás, estes seres, que também buscam sucesso profissional ou pessoal, mas de forma justa e honesta, têm alguma chance em meio à famigerada Globalização?
É aqui que podemos dar destaque à história de “Apenas Uma Vez”. Desde o início do filme, observamos que ele possui alma (leia-se dedicação): o personagem, o músico retratado pelo cantor até então amador Glen Hansard, nos deixa alucinados com sua voz e com suas canções e mostra a todos que, com apenas algumas cordas de um violão unidas harmonicamente com suas cordas vocais, é possível mexer com todos os sentimentos de uma platéia imensa. No filme, Glen é um cantor que busca sucesso, dinheiro e pessoas para a formação de uma banda, podendo assim gravar um futuro álbum. Como força do destino, encontra, em meio aos sons e ruídos das ruas da cidade, a jovem estudante Markéta Inglova, ambulante, que se encanta com suas composições. Ao longo dos dias, e habilidades trocadas, eles veem o quanto inseparáveis estão se tornando e, enquanto cumprem suas tarefas diárias, conseguem tornar o sonho de mostrar a cara ao mundo bem mais próximo, apesar de distante. E é com a ajuda de amigos que chegam a gravar canções num Estúdio da cidade, impressionando conhecidos e parentes.
Ganhador de diversos prêmios, incluindo o Oscar de "Melhor Canção Original", Apenas Uma Vez conta uma simples história, porém com algo a mais, emocionante por suas belas músicas e belos intérpretes, exibindo cenas que dão ênfase à realidade, até mesmo naquelas em que a dupla canta uma música pela primeira vez (Glen e Markéta convencem ao treinarem, tocarem e cantarem a premiada "Falling Slowly" uma única vez, sem interrupções, sem demonstrar que algo já havia sido ensaiado).
Diferente do sucesso que conhecemos, "Apenas Uma Vez" mostra que não é necessário chegar ao topo para que possamos sentir prazer e satisfação no que fazemos e, sutilmente, quer mostrar que com persistência, humildade, paciência e muito sorriso no rosto seguimos, numa luta interminável, num processo lento, num teste, em que analisa-se nosso perfil e nossas escolhas, que definirão nossa sorte e nossa recompensa. Apologias à parte e sem o intuito de um final completo (afinal, nossa trajetória não tem fim), "Apenas Uma Vez" representa a leva de filmes fora do padrão hollywoodiano, diferente, tocante e inovador, com a certeza de ser visto, principalmente ouvido, não somente apenas uma vez.
28 Abril, 2009
CAMINO - Crítica
A Fé sempre foi algo perturbador. É interessante a forma como ela é entendida e analisada, transformando-a em motivos para agirmos teatralmente como os bons ou os maus da história.
Mesmo sabendo que qualquer ato não justifique causas ou conseqüências, as pessoas insistem em defender e dissipar suas religiões, obrigando os esperançosos a acreditarem no que querem. Se o resultado não for positivo, inicia-se a carnificina. O fato de vivermos num mundo “democrático” nos aprisiona de tal forma que mesmo que não queiramos guerra, acabamos por participar, defendendo-nos dos ataques orais ou físicos, de um povo que exige em sermos como o que Deus supostamente lhes ordenou. Se o Deus humano for renegado, seus servos têm o livre acesso para aniquilar os seres de sua própria raça, malditos e pecadores, que teimam em se discernir e seguir seus ideais.
Camino, filme que o direto Javier Fesser presta uma homenagem, retrata a curta vida e a longa morte de Alexia Gonzáles-Barros, aqui nomeada como CAMINO, garota de 14 anos que, no início da juventude, vive um grande e oposto dilema: o início de seu primeiro amor e o início de uma trágica doença. Vítima de um tumor maligno, a garota (vivida pela linda Nerea Camacho), se apaixona pelo colega de classe, chamado Jesus e, para estar ao seu lado e para impressioná-lo, tem o grande desejo de participar de uma peça de teatro, reconstituição da história de Cinderela, da versão Disney, desejo este que acaba no momento em que as dificuldades de andar e respirar aumentam. A vontade de Camino voltar a viver é tanto que, continuamente ela tem sonhos com seu Anjo da Guarda e com o garoto Jesus, o que faz sua mãe, religiosa fervorosa, acreditar que a Trindade está pronta para recebê-la ao Reino do Céu, motivo este que faz todos os padres e a Igreja estarem ao lado da mãe, incentivando-a a oferecer a filha aos deuses, para que se torne Santa.
Javier, com roteiro extremamente bem amarrado, conta os dois lados da história, destacando o modo como Camino pensa, com sua infância e a fé em se recuperar, para se apresentar no teatro e poder ter o amor de Jesus; e o modo crítico da Opus Dei e da Igreja Católica, que vê a sua morte e delírios como meio de divulgação de sua religião, glorificando e sacrificando os humanos, numa demonstração de riqueza e poder perante o planeta. E cenas memoráveis e inteligentes, como as que Camino fala dormindo, num profundo sonho em que abraça e dança com o garoto Jesus, ao mesmo tempo em que sua mãe interpreta isso como uma dica para a morte e o recebimento da filha pelo Todo Poderoso, nos faz entender o porquê de um filme espanhol deste ter ganhado 6 estatuetas Goya, um dos mais importantes prêmios espanhóis.
Envolvente, contagiante e realmente triste, Camino nos deixa um pouco perturbados, pois toca numa ferida que está longe de cicatrizar e que, se entrar em discussão, poderá fazer com que a sociedade entre em colapso, numa incessante e ininterrupta guerra de ideais, em que pessoas tentam lutar física ou oralmente, convencendo-se de que sua religião é única e que, se alguém negar segui-la, queimará nos primórdios infernais, fugindo da possibilidade de tornar-se santo como Camino, algo este que ela mesma nunca havia desejado ser.
Obs: Camino ainda não tem data de estréia no Brasil, mas já faz sucesso na Internet, e com legenda!
Bônus: Confira o trailer deste fantástico filme, abaixo.
Por Thiago Brogna.
24 Abril, 2009
Evocando Espíritos: Querendo ser invocado.

06 Abril, 2009
Noivas em Guerra - É...

A química (quem disse que é só casal hetero que possui química?) entre Kate Hudson e Anne Hathaway é evidente, esbanjando simpatia, mas suas caras deixam claro que este filme só foi feito para encher linguiça ou para embolsarem um pouquinho mais de fama e dinheiro, pois apesar de comovente, 'Noivas em Guerra' certamente é o tipo de filme que seria ideal esconder de seus currículos.
O que de fato me chamou a atenção foi a LINDA moral da história para todo filme adolescente, que diz que as verdadeiras amizades não terminam e que sempre estarão unidas, não importa o que aconteça. Isso até pode ser verdade, mas a verdade que mais é real, e relatada com ênfase, é a de que, apesar de muito amissíssimos, o ser humano é solitário e individualista, já que se não for de total interesse dele, ele não abrirá a mão de certas coisas. Ou melhor: só farei o que for bom pra mim e, caso coincida com o que é bom pra você também, ótimo!
Entretanto, como todo filme hollywoodiano tem que terminar com chave de ouro, nada melhor do que imitar a vida, camuflando o que pensamos e as nossas reais intenções.
05 Abril, 2009
Aliens VS. Predador 2 (Ou: Filmes que você não deve ver, nem morto!) - parte 01.

02 Abril, 2009
Cinco Dias para a Morte - Bonzinho!

30 Março, 2009
Moulin Rouge - Já é clássico!

27 Março, 2009
Um Sonho de Liberdade (1994) - Crítica

Desde pequenos, muitas crianças são educadas para sempre fazerem o bem e nunca mentir ou enganar seus amiguinhos de classe. Caso façam algo de errado, a pena a ser cumprida é dada na forma de castigo, excluindo de suas vidas algo material de grande valor. Quando adolescentes, o castigo pode ser pior, como uma linda visita à delegacia. Os jovens, assim dizendo, temem passar momentos na cadeia, desde sempre estereotipada como um lugar maldito e sofrível, que só pode ser descrito por quem o vivencia. Mas... seria mesmo?
Por Thiago Brogna
04 Março, 2009
Dúvida (Doubt) - Crítica

Sem sombra de dúvidas é contrito o fato de como o cérebro e o coração são capazes de confundir o Ser humano, num jogo de “Razão Vs. Emoção”. Um pequeno ato ou impulso pode tornar-se um passo para o julgamento e, incertezas à parte, a curiosidade que nos aguça e o desejo que temos de desvendar algo que nos mortifica é grande, a ponto de ultrapassarmos o limite psíquico humano e provocar momentos únicos, prazerosos e egocêntricos.
Dúvida, um título minúsculo e simples para um filme, porém recheado de infindáveis explicações, relata ainda mais esta questão por se passar inteiramente em 1964, dentro de uma escola paroquiana. Diretora da Saint Nicholas, a Irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep, numa interpretação memorável e convicta) é uma pessoa muito rígida e acredita que através do medo e da disciplina fará com que a educação juvenil seja eficiente. Em contrapartida, padre Flynn (Philip Seymour Hoffman, indiscutível) faz de tudo para quebrar algumas regras burocráticas dessa sociedade, exorcizando os rígidos costumes da escola. No meio-termo está a Irmã James (Amy Adams), a pura-alma e ingênua do local, capaz de cegar-se sobre certos assuntos, mantendo consigo a paz espiritual.
A chegada do jovem Donald Miller, o primeiro rapaz negro aceito em Saint Nicholas (por causa das constantes mudanças políticas da época), faz com que as pragas mundanas despertem. Devido ao preconceito sofrido pelo garoto e sua difícil adaptação, o Padre Flynn torna-se seu único amigo e confidente, mas certas atitudes presenciadas pela Irmã James a fazem relatar tais pontos de vista para a diretora – interesse que também lhe trará crédito, pois já havia sido criticada por não expor os problemas da sala de aula para um superior. Após constante interrogatório e fofoca entre as Irmãs, o Padre, “vítima” desta imprudência, é perseguido pela diretora, que impõe sua decisão de expulsá-lo da escola a todo custo.
Apesar de estarmos falando em pedofilia, em momento algum este problema é mencionado, o que faz com que nenhuma criança entenda a real história do filme, caso esteja assistindo-o. O roteiro bem elaborado (que concorreu ao Oscar 2009) nos mostra a visão de um Padre amigo, que tem a intenção de ajudar ao coroinha, a luta de uma mulher, que almeja poder, e sua mente atormentada pela (in)certeza de um episódio imperdoável e da luta de James, que teme a frieza da diretora, mas quer acreditar no bom coração de um homem livre de crendices. O ponto alto da dúvida na trama se dá no momento em que Irmã Aloysius conversa com a mãe de Donald (Viola Davis, esbanjando confiança e perfeita interpretação), conversa que deixa qualquer um de boca aberta, pelo grande realismo vivido numa mundo social que muitos desconhecem.
Excelente até mesmo em seu desfecho final, Dúvida esclarece, ao mesmo tempo em que deixa uma dúvida pairando no ar, de acordo com a história que quer descrever, mas aprofunda-se mais nas questões humanas, fazendo-nos mergulhar e observar que até mesmo no mundo religioso todos são providos de ganância, poder, falsidade, ignorância, preconceito, injustiça, corrupção e dúvida. É o Ser humano disfarçado sob sua melhor máscara.
26 Fevereiro, 2009
Se Eu Fosse Você 2 - Crítica

Uma das teorias mais curiosas que o Homem busca por respostas há anos é sobre a troca de corpos. Sejam elas espirituais ou carnais, sob possessões ou cirurgias cerebrais, a sociedade científica ou médica sempre teve interesse em relação ao termo “E Se...”: e se fosse possível substituir as mentes humanas, o que faríamos? E se fosse possível ser outra pessoa, um ídolo, um arqueólogo, um presidente? Como reagiríamos, o que poderíamos conhecer, o quanto de aprendizado adquiriríamos? E se fosse possível a troca de sexo integral, estaríamos satisfeitos? Toda esta teoria e explicações corriqueiras para o encontro de uma solução, distante até então, deixa essa sociedade abismada. Entender, desejar e calcular milimetricamente todas as opções de algo que não se pode executar é intrigante.
Entretanto, o mundo cinematográfico é o mundo perfeito para imaginações e, enquanto nenhuma experiência de sucesso é exibida nas fervorosas e estereotipadas comunicações em massa, podemos analisar constantemente algumas obras que tratam do assunto. Desde a década de 30 vemos filmes como Frankenstein, A Ilha do Dr. Moreau, Do que as Mulheres Gostam, Sexta-Feira Muito Louca, A Chave Mestra, entre outros, retratarem o tema, todos a seu modo e de acordo com o que querem representar. O Brasil não poderia ficar ausente.
Depois do elogiado roteiro de A Dona da História, em que uma mulher de 55 anos (Marieta Severo) se encontra com ela mesma, jovem (Débora Falabella) e toma atitudes diferentes na época, mudando o rumo de sua vida – voltando novamente à teoria do “E Se...” – fomos presenteados em 2006 com uma das melhores comédias brasileiras da atualidade: Se Eu Fosse Você. Timidamente, sem fazer barulho, a comédia estrelada pelos excepcionais Tony Ramos e Gloria Pires chegou aos cinemas e em pouquíssimo tempo fez um estrondo inimaginável. Situações corriqueiras, estas em que todos se identificam, tornam-se cômicas quando trocadas por homens e mulheres. E observar o cotidiano de duas pessoas, que têm a “alma” trocada, é hilário. O sucesso foi tanto que, em 2009, ganhamos mais uma parte, algo inédito feito com filmes nacionais, pois nenhum até então (exceto os infantis e filmes-séries) havia tido uma continuação.
Elaborado com cuidado e sem se preocupar com atribuições “blockbusterianas”, o diretor Daniel Filho acerta mais uma vez, calando a todos aqueles que pensam que as continuações tendem a estragar a obra original. Igual ou superior ao primeiro, o pretexto para a troca de corpos agora é relacionada às degradações ambientais (leia-se Aquecimento Global) provocadas pelos humanos, propensos a receber “dois raios num mesmo local”. Perto da separação, Cláudio (Tony Ramos, excelente) e Helena (Glória Pires, interpretando sua masculinidade muito melhor do que na primeira versão) enfrentam alguns problemas inseparáveis: a vida familiar e a vida profissional. A ausência conjugal fica estressante para ambos, que buscam solução no divórcio. Após brigas e repetição das mesmas palavras, têm o corpo trocado novamente e a experiência anterior faz com que fiquem ainda mais desesperados por terem que reviver tal situação. Enquanto isso, a filha do casal vive uma nova experiência: a de estar grávida e não estar preparada para compartilhar suas emoções e adaptações para um rápido amadurecimento.
Com roteiro enxuto e objetivo, Daniel Filho optou por focar cada personagem na maneira de lidar com um novo corpo e com a nova vida de solteiro, mostrando que mesmo após ininterruptas discussões, ambos não conseguem deixar de se preocupar com a família. Acontecimentos contrários às atitudes de cada um, incluindo a saia justa de ter que conhecerem os pais do futuro genro, e cenas em que Cláudio e Helena têm de dançar e jogar futebol (cena esta em que vemos a evolução da computação gráfica no Brasil), são apenas aperitivos para um filme repleto de diversão e de belas atuações.
Perdendo o encanto apenas para participações não importantes (como a de Adriane Galisteu, simpática, porém não convincente) e para propagandas dos patrocinadores em diversos cenários (modestas, mas inúteis), Se Eu Fosse Você 2 – com continuação já marcada – prova que o país está melhorando a cada ano e é digno de filmes maravilhosos que não retratam apenas a vida sofrida da periferia (Última Parada 174, Carandiru, Cidade de Deus), e que para se fazer uma ótima comédia não é necessário recorrer à táticas hollywoodianas. Manter a mente humana inquieta e ávida para novas conquistas é tudo o que se precisa.
19 Fevereiro, 2009
Última Parada 174 - Crítica

Todo ufólogo que se preze jamais entenderia se seres extraterrestres lutassem entre si, causando a discórdia entre espécies. Para eles, uma mesma espécie racional deve ser unida, lutando sim, pela sobrevivência, porém unidos. Quando observamos outra e qualquer forma de vida, com um olhar subjetivo, não há como entender um motivo findável para tanta guerra. A luta pela sobrevivência, neste contexto, é compreensível desde que seja utilizado para atender às necessidades básicas de um indivíduo. Entretanto, para os complicados e complexos seres humanos, estas necessidades acabam por se tornarem um tanto fúteis, motivos mínimos para que se inicie o caos da humanidade.
E algo que conforta muito as pessoas é a arte de julgar outras pessoas. Para elas, não há nada melhor do que apontar as conseqüências alheias, sem precisar ou querer entender sua causa; analisar e criticar o “irmão próximo”, comparando-o negativamente em relação ao seu superego, é algo reconfortante. E a real história transformada em segundo filme (há um filme-documentário, lançado na época) do famoso ônibus 174 mostra muito bem isto.
Explicando com detalhes todos os motivos que levaram à tal tragédia, o arrogante diretor Bruno Barreto permite ao telespectador voltar ao ano de 1983, durante o nascimento de dois garotos, Alessandro e Sandro (posteriormente conhecido como Ale, o protagonista do filme), relatando separadamente a infância de cada um: Alessandro, após ser tirado à força da mãe, viciada e endividada, é criado pelo tio da maneira mais comum exercida na favela – aprende a atirar, a não confiar em ninguém e a cultivar um ódio desnecessário à qualquer pessoa que atrapalhe seu caminho. Sandro (Ale), garoto inocente e receoso, perturba-se ao presenciar a morte violenta da mãe e passa a morar na casa da tia, mas vai embora brevemente, ao perceber que não é bem-vindo pelo tio.
Ao longo de sua nova jornada, abençoados por Cristo na Cidade Maravilhosa (a cena em que uma criança caçoa da bênção recebida em plena luz do dia chega a ser hilária), ambos os Ales se conhecem, sob jura de morte devido à dívidas, e mais tarde, na cadeia, se entendem, já que, mesmo vivendo de uma forma contrária a todas as regras da sociedade, ainda conseguem enxergar cumplicidade e companheirismo. Enquanto isso, a mãe de Alessandro, ex-viciada e recém convertida religiosamente, procura por seu filho perdido, fato que a leva até Sandro, que interessado em melhorar sua moradia, usufrui de sua bondade, fazendo-se passar pelo filho sumido. A convivência nas ruas faz a nova mãe perceber a agressividade de Ale, o que a afasta de seu marido-pastor (que prefere dar importância às bênçãos de capitais recebidas por sua Igreja), não obstante ao amor incondicional que ela tem a oferecer, independente dos defeitos de seu filho.
Após apresentar, sob forte tensão e com detalhes, a trajetória de fracassos e influências negativas de um garoto que poderia ter sido excepcional, mas chega ao seu extremo devido a uma desilusão amorosa, transformando sua mente refém de pensamento único, o diretor nos presenteia com as cenas finais, as únicas da qual os brasileiros conheciam, vividas dentro do inesquecível número 174. Ajudando com o término da operação, somos surpreendidos por um personagem de outro sucesso brasileiro, um dos capitães do filme Tropa de Elite, Matias, sedentário na tela, que procura acalmar o rapaz (para quem não sabe, Tropa de Elite só ganhou vida devido ao documentário Ônibus 174, que tem o BOPE como tema principal).
Mesclando cenas reais com cenas propositalmente feitas com qualidade inferior, equivalente a câmeras domésticas, o telespectador se torna um dos passageiros do ônibus e sente a angústia que paira no ar, aflito para a conclusão final. Conclusão esta que Bruno Barreto vangloriou-se dizendo que todo brasileiro não imaginava até agora, sem notar que tal modificação poderia afetar a verdadeira história, favorecendo as peripécias (já apresentadas) da polícia nacional. A sinceridade às vezes é o melhor caminho para que uma raça encontre harmonia constante, fato que talvez só possamos presenciar algum dia, em outros planetas.
17 Fevereiro, 2009
Antes que Termine o Dia (If Only - 2006) - Crítica

Como seria nossa vida se seguíssemos caminhos diferentes? Como agiríamos ou reagiríamos através destes caminhos, contrários a nossos pensamentos? E se soubéssemos que morreríamos em breve? Consertaríamos erros passados, deixando nosso legado ou viveríamos aventuras finais, nunca aproveitadas ao longo dessa jornada?
Perguntas como essas nos deixam atônitos ao tentar uma solução lógica, algo muito distante do ser humano entender. Mas, para quem acredita em DESTINO, não devemos mudar nossas rotas e sim segui-las de forma natural, pois segundo essa norma espiritual, queiramos ou não, iremos passar pelas situações que nos são pré-dispostas. Talvez seja essa palavra, destino, que nos conforte, mas nos apavore, constantemente. Afinal, acaba sendo constrangedor saber que podemos viver presos, numa “realidade pronta”, uma vez que tudo o que fizemos será parte de algo que estava predestinado a acontecer.
A premissa deste Antes que Termine o Dia é exatamente esta, com o intuito filosófico do “carpe diem”, ou ‘aproveite o dia’, recheado de morais da história e de situações ambíguas e impossíveis, mas que faz o telespectador desejar que alguns momentos possam vir à tona, tornando-se parte de si mesmos.
O romance retrata a vida da jovem Samantha (Jennifer Love Hewitt, mais conhecida por protagonizar os filmes adolescentes Eu (Ainda) Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado, excelente no papel da jovem dramática, bem à vontade), com grande aura artística e cantora tímida, que dá aulas para crianças, e seu namorado Ian (Paul Nicholls), rapaz empresário, preocupado constantemente com a carreira, deixando de dar importância para as coisas simples da vida, assim como seu relacionamento conjugal. Samantha (ou Sam) releva todas as desculpas e todos os seus compromissos profissionais, mas não deixa de demonstrar sua angústia e desgosto. Há motivos o suficiente para o casal entrar em harmonia e manter a felicidade, mas atitudes que visam o próprio ego acabam por estragar uma grande história de amor que poderiam estar vivenciando, sem interrupções.
O momento ‘chave’ da história resume-se num taxista, que nos remete à uma alusão à Deus ou ao próprio Destino, encarnados, que dá dicas para que Ian tome certas providências, evitando situações drásticas, fato este que não é percebido por ele, até presenciar um grande acidente, capaz de fazê-lo compreender o motivo de estar sendo julgado, recebendo assim, uma segunda chance. Porém, dia seguinte, após surpreender-se com o que lhe ocorrera, Ian (e o telespectador) não consegue entender se os acontecimentos da noite anterior foram sonho, realidade ou um presente Divino, fazendo-o olhar as pessoas à sua volta e que o amam, preocupando-se em viver literalmente a vida a partir daí, excluindo problemas inúteis que não trazem proveito algum.
Com cenas empolgantes e gostosas de observar, o filme nos leva a pensar se o que fazemos no mundo de hoje tem realmente importância e se queremos continuar a complicar fatos que poderiam ser resolvidos com uma simples conversa, humildemente e sem qualquer rancor. Mas, apesar de exprimir tais idéias, o filme deixa claro que, mesmo que dermos valor aos sentimentos e não a coisas materiais e mesmo que mudemos a rota da nossa (in)felicidade, tudo o que nos foi predestinado acontecerá, mesmo que tentemos evitá-lo. Nada aqui será modificado, inclusive aquilo que o Homem já modificou.
Por isso, a moral da história mais eficaz para uma história como esta é a de que, embora acreditemos ou não no Destino, temos que aproveitar ao máximo o que nos foi presenteado, superando as divergências e enfrentando novas experiências com louvor, sem esquecer de amar quem nos queira bem, pois cedo ou tarde, esse alguém deixará de existir e não podemos permitir que o arrependimento ou a incompleta expressão “E se...” (If Only, título original) tome conta de nossos pensamentos, algo comum de ocorrer. Pois bem, a moral continua sendo bastante clichê, mas ... quem disse que ainda não funciona?
09 Fevereiro, 2009
[REC] - Crítica

Quando “A Bruxa de Blair” estreou em todo o mundo, inovando com o conceito de câmeras em olhar subjetivo, a maioria torceu o nariz. Foi necessário pouco tempo para que se tornasse um fenômeno, apesar da apelação das filmagens terem sido reais (algo que não convenceu nem mesmo ao mais simples Ser). Sua continuação, porém, apesar de não ser ruim, deixou a desejar, por não mostrar a tal Bruxa moradora de Blair e por não ter os efeitos de câmera como no primeiro, vindo a ser mais um filme de terror comum. Pronto: a inovação de 1999 estava fadada ao fim.
Eis que em 2007 somos apresentados a REC, filme espanhol dirigido por Jaume Balagueró, no mesmo estilo de filmagem realizada por Bruxa de Blair, com a única diferença de que o camera-man é um profissional (não deixando o telespectador com náuseas, ao tremor da câmera). Unindo ainda uma homenagem a filmes de George Romero e seus famosos zumbis, REC mostra a jornalista/protagonista Ângela Vidal (Velasco) preparando uma matéria para seu programa “Enquanto Você Dorme”, que acompanhará bombeiros em sua rotina noturna. Após horas de espera, uma chamada para atender uma ocorrência em um prédio surge, envolvendo uma senhora aparentemente histérica, que está transtornando os moradores. Porém, os bombeiros, uma dupla de policiais, Ângela e seu cinegrafista se deparam com uma situação pavorosa que se torna ainda pior quando o prédio é isolado pelo governo sob a justificativa de evitar a propagação de uma estranha epidemia. Ângela chega a irritar, tanto o telespectador quanto os policiais locais, por querer registrar tudo o que acontece, desafiando qualquer um que fique em seu caminho. O filme aposta no realismo desde seu início e não possui qualquer trilha sonora ou cortes de câmera extravagantes, mantendo em destaque apenas os diálogos e o pavor das personagens.
Tudo foi muito bem orquestrado, até mesmo cenas em que a câmera, manipulada por Pablo (que nunca vemos), é posta no chão, numa posição em que podemos ver o que está se passando ao redor. Somos levados para dentro do prédio e a tensão tende somente a aumentar quando, surpreendentemente, zumbis (ou pessoas semi-mortas, como queira) aparecem, sem qualquer explicação, e tentam morder os residentes. Até mesmo um simples olhar negro e calmo de uma garotinha doente nos perturba, antes que possa manifestar seu terror.
É óbvio que depois deste, outros filmes de mesmo estilo surgiram, como o ótimo “Cloverfield” e “Diário dos Mortos”. Entretanto, REC é tão angustiante em certas cenas e já ganhou tantos prêmios, a ponto de Hollywood, sem mera surpresa, comprar seus direitos para um adaptação, que sai ainda este ano, intitulada “Quarentena”. Mas, depois de um filme espanhol tão bem feito (diferente dos filmes japoneses e suas maravilhosas adaptações), seria mesmo necessário? É a indústria americana querer demonstrar seu poder, mais uma vez.
Noites de Tormenta

Após viver intensamente sob o caos de seu divórcio, Adrienne Willis (Diane Lane, linda e simpática como sempre), busca refúgio na pousada da amiga, na cidade de Rodanthe (aí traduz-se o título original do filme, “Noites em Rodanthe”), que necessita viajar e precisa de alguém para vigiar o local. Sob uma atmosfera tranqüila e relaxante, Adrienne tem tudo o que precisa para refletir sobre sua vida: não há vizinhos por perto, há uma bonita praia em frente à pousada e um silêncio tão grande a ponto de sentir o palpitar de seu coração. Mas o fato de estar sozinha trás à tona todos os seus problema novamente: seu ex-marido a pressiona para aceitá-lo de volta em casa e sua filha, desejando tal união, a critica frequentemente e não dá ouvidos às explicações da mãe. Este tormento em sua vida só vem a melhorar quando, após previrem uma grande tempestade na pequena cidade, um único hóspede chega ao recinto. Dr. Paul Flanner (Richard Gere, à vontade no papel, relembrando os tempos de “Uma Linda Mulher”), vem à cidade com um único intuito – ao qual não revelarei aqui, para não estragar a surpresa – tentando livrar-se de uma crise de consciência.
Presos durante a grande Tormenta, o casal atormentado com o passado busca consolo e troca experiências e histórias de vida, apoiando-se e ajudando nas soluções de seus problemas, iniciando um romance que trará grandes mudanças para ambos.
Gostoso de assistir, este filme baseia-se no Best-seller de Nicholas Sparks (autor de “Uma Carta de Amor”, “Um Amor Para Recordar” e “Diário de uma Paixão”) e mostra bons resultados em comparação ao livro, com bons diálogos, algumas surpresas e incríveis paisagens, que nos dá uma imensa vontade de passar um único dia sequer na pousada local – a cena inicial, que mostra um giro de 360 graus da pousada, em pleno calor do dia, nos dá essa ideia.
Como já comentado anteriormente, a história não requer muita intelectualidade por parte do telespectador e só foi feito para aqueles que apreciam uma boa história de amor, comum à qualquer um, e que possui o poder de cativar com sua simplicidade, humildade e eficácia. Afinal, o que seria da vida sem seus prazeres mais inesperados?
MARLEY E EU - Crítica

Talvez este possa ser um dos motivos que faz com que milhares de pessoas se apaixonem seriamente com apenas um único olhar canino.
Sejam eles novos ou velhos, lindos ou encardidos, não há dúvida: eles sempre serão os melhores amigos do Homem. Quer um motivo melhor? Eles são simpáticos, lindos, fiéis, companheiros; servem como psicólogos (ouvem nossas conversas sem questionar), são divertidos, animados, emotivos, inteligentes, otimistas, arteiros e dão lições de vida à qualquer pessoa que esteja perdida no mundo capitalista, globalizado e acelerado em que todos nós vivemos.
Ou ainda: os cães, não importa o que aconteça, sempre estarão ao lado de seu dono, o que faz com este, por sua vez, exerça – com segurança – o poder que têm sobre esses animais, já que haja a humilhação que houver, eles sempre estarão ali, abanando o rabo, alegres e saltitantes, com a mísera (ou satisfatória?) ignorância de não compreender o que se passa ao seu redor.
Devido a circunstâncias cotidianas como esta, podemos relatar o sucesso que vem fazendo a história de Marley, cão protagonista do ‘best-seller’ (livro e filme) homônimo “MARLEY & EU”.
Com um ritmo histórico empolgante, o filme nos relata a vida completa do jornalista John Grogan e seu fiel companheiro Marley, um labrador elétrico e anormal, definido pelo próprio autor como o ‘pior cão do mundo’ – não pelo fato dele ser mau, mas sim por ser tão alegre a ponto de se tornar desobediente demais, com energia descontrolável e sendo desastrado, mastigando tudo o que vê pela frente e frustrando todos ao seu redor – diferenças que o tornam especial.
O filme segue o mesmo ritmo do livro, apesar de pecar em alguns pontos: para não diminuir totalmente a história na tela, em duas horas de projeção, ele acaba por narrar, em certos segundos, muitos acontecimentos ao mesmo tempo, com flash de imagens que cansam aos olhos e perturbam os telespectadores, que têm de ler as legendas do filme de forma muito rápida, caso a cópia assistida não seja a dublada. Até mesmo uma cena interessante, ao qual Marley e seus donos passeiam pelas ruas e páram para tomar um café, amarrando a coleira dele na mesa, perdem o encanto, pela rápida cena mostrada.
Exceções à parte, as interpretações dos atores (Jennifer Aniston e Owen Wilson, recuperado de seu surto em suicidar-se) são convincentes, a história não deixa a desejar (apesar de ser óbvio que o livro se supera em muito todos os acontecimentos de uma vida toda contada, sem cortes temporais), o humor do livro é mantido, é baseado em fatos reais e não é nada infantil, como todas as películas de animais que há por aí, além de ser emotivo demais, resgatando o amor, já mencionado, que o ser humano tem por cachorros. Vale a pena conferir esta obra realista, cheia de vida e tocante. Preparem os lencinhos!
Thiago Brogna.
24 Outubro, 2008
Os Estranhos (The Strangers)
Sinopse: O longa-metragem foi baseado em fatos reais e traz a história de Kristen e James (Tyler e Speedman), um jovem casal que vai curtir as férias sozinhos em uma isolada casa de subúrbio. Tudo ia muito bem até que três perigosos estranhos mascarados invadem a residência e passam a aterrorizá-los. Sendo assim, eles são forçados a ultrapassar seus próprios limites e o medo para sobreviverem.
Elenco: Liv Tyler Scott Speedman Sterling Beaumon Peter Clayton-Luce Glenn Howerton Laura Margolis
Produção: Doug Davison, Nathan Kahane, Roy Lee
Roteiro: The Strangers
Fotografia: Peter Sova
Gênero: Suspense
Trilha Sonora : tomandandy
Ano: 2008
País: EUA
Tempo de Filme: 90 min.
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Rogue Pictures/ Vertigo Entertainment/ Mandate Pictures/ Intrepid Pictures
Qualidade: DVD-Rip
Tamanho: 700 MB
Legendas: Português-BR
Comentários: A qualidade do filme é excelente! O filme é bem interessante e te deixa numa agonia tremenda do começo ao fim. O foco aqui é na tensão que ele proporciona, sem muitas mortes ou sustos. Vale a pena por causa da angústia que nos causa. Só o final é um tanto incompleto e um pouco irritante, mas do resto é realmente muito bom!
